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Entrevista a Bryan Cranston




Entrevista publicada no site Spoiler TV e traduzida pelo site Blog Na TV

Com a terceira temporada prestes a sair em DVD e Blu-ray, e a quarta estreando no próximo mês, você pode dizer o que enxerga ao olhar para as três primeiras temporadas? 
BC: Bem, pense assim. A primeira temporada tinha a ver com decisão. Você foi apresentado àquele homem, sua vida, suas condições, sua decisão limitada, e ele faz essa decisão. A segunda foi “então esse plano não é tão simples? Há efeitos e ramificações dessa decisão. Aha!” A terceira foi sobre como ele não podia mais se enganar. Que precisava aceitar o fato de que tem intenções criminosas e é melhor prestar atenção pras coisas, ou vai perder a sua vida. Para um homem brilhante, ele foi ingênuo de diferentes maneiras. Então agora ele precisa abraçar a vida criminosa, entende!? “Guia Sobre Como Ser Criminoso – para iniciantes”, ele leu esse livro. A quarta temporada explica isso. Precisava ser assim e é justificável. Começa na primeira tempora com um homem e seu dilema. Esse é o problema e então é como se fosse uma primavera. De repente, é um galho, então você tem um arbusto e agora é uma árvore. O eixo da história precisou ser expandido para apresentar o fato de que está envolvido com cartéis, e todos esses novos personagens. O envolvimento se torna mais complicado. Precisa crescer. Então agora existem novos frutos dessa árvore. Como prometido, a vida desse homem está se tornando mais e mais complicada, ao invés de simplificada. Seu plano de ser simples é tudo menos isso. Se torna cada vez mais obscuro e profundo. Você costumava dizer que ele estava à caminho de uma nova personalidade, e eis que aqui está. É apenas o fato de que precisa abraçar quem é e o que é capaz de fazer para sobreviver.
Com tanto tempo entre a terceira e a quarta temporada, como foi voltar a Walter? É algo imediato como apenas apertar um botão?
BC: É como um botão sim. O meu, como para a maioria dos atores, está na leitura do primeiro roteiro. Tipo, “oh, isso é familiar”, mesmo que seja depois de um ano. Você lê e pensa “Eu lembro desse cara”. E então você vai trabalhar e coloca aqueles sapatos, a camiseta, os óculos. Eu raspei minha cabeça e o fiz o cavanhaque e então “Oh, é isso, ok”. É como se fossem roupas familiares. Eu ia dizer confortáveis, mas a vida de Walter é tudo, menos confortável.
Vince Gilligan teve bastante tempo entre criar o arco dessa temporada, entre o ano passado e esse. O quanto você sabe sobre a temporada, ou prefere descobrir aos poucos, lendo um roteiro de cada vez?
BC: Aos poucos. Os roteiros estão disponíveis para ler antes, mas acho que eles podem confundir, já que a história é uma jornada, cheia de reviravoltas e surpresas e coisas inesperadas. Não me seria útil saber muito à frente, enquanto estamos gravando. Ou eu teria na minha cabeça “mas eu já o vi ou acabei de conhecer? Não, é no próximo episódio que vou encontrá-lo. Oh, ok, então o nome não pode ser familiar.” Esse tipo de coisa pode confundir. Walt não sabe o que vai acontecer com ele na próxima hora, quanto menos no próximo dia, semana ou ano. Então, com isso em mente, é mais fácil ser surpreendido e só saber as coisas semana por semana, como o personagem.

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