Breaking Bad: "Crazy Handful of Nothin" 1x06 [Review Retrô] - Breaking Bad Brasil

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Breaking Bad: "Crazy Handful of Nothin" 1x06 [Review Retrô]

Exibição: 2 de Março de 2008

Roteiro: George Mastras
Direção: Bronwen Hughes


Nasce Heisenberg

É nesse episódio que a qualidade de Breaking Bad é extremamente jogada na cara do telespectador. Aqui, sim, notamos que não estávamos vendo qualquer série, e sim, aquela que seria considerada a melhor série de todos os tempos.

Logo de cara, nos deparamos com uma estrutura diferente, vendo Walter pela primeira vez careca, mas em cena do futuro, desvendada no fim do episódio. "Crazy Handful of Nothin" é extremamente bem amarrado em suas cenas e principalmente em seu roteiro. Tudo foi dito e mostrado nos primeiros dez minutos, jogado sem pretensão, mas que fica completamente compreensível após apenas 45 minutos.

Na sala de aula, Walter explica sobre o "fulminato de mercúrio", substância usada para criar a explosiva metanfetamina. Cena despretensiosa mas serviu para abrir inúmeras possibilidades, pois além de produzir a droga mais pura do mundo, ele pode construir bombas e armas com seu conhecimento químico. Até aquele momento, todos pensávamos como Tuco, achando Walter louco por enfrentar aquele perigoso bandido, para sermos surpreendidos no final.


Cena incrível, redentora e gratificante. Tuco não apenas foi obrigado a pagar a droga roubada, mas também as despesas médicas de Jesse e ainda encomendou 1 kilo para a próxima semana. Walter brigou com Jesse para que ele vendesse rapidamente a droga, pois ele não tem tempo, mas Jesse não conseguiu se impor e quase morreu. Essa história de "eu fico com a química e você com a distribuição", não durou muito.

Jesse tomou sua primeira grande surra na série, coitado. Foi parar no hospital mais por sua inocência e bondade. Pressionado por Walter, teve que procurar vender a droga para um distribuidor, sem imaginar que o distribuidor não ficaria bravo por estar "tomando" os seus clientes. Foi na onda de Walter e Skinny Pete e levou a pior.

Vemos bondade em Jesse, apesar de tudo, apesar da forma ilícita que vive, um personagem muito cativante.   

Por outro lado, Hank começa a chegar perto de Heisenberg, obtendo uma prova importante e descobrindo de onde saiu os equipamentos para a produção da droga no deserto. E logo no início do episódio, acompanhamos as bondades de Hugo para com Walter, desenhando o fim do personagem no episódio e expondo os efeitos colaterais causados por suas ações. Sobrou para o lado mais fraco e a polícia comete grande erro, prendendo Hugo, se apegando aos antecedentes criminais e um pequeno baseado encontrado em sua posse.


Hank, prepotente, segue ações machistas e autoritárias, se dizendo o dono da verdade e ainda tripudiando de Walter. Se fosse tão esperto, já tinha pegado Walter logo no início, e a cena familiar na casa de Walter, despretensiosa, trouxe nas entrelinhas o grande embate da série. Walter blefou no poker, bem na cara de Hank, e ele correu, acreditou que Walter falava a verdade e se deu mal. Estava bem em sua cara, Hank, e você não viu. O tempo todo.

Walter firme em sua quimioterapia, pagando com cheque pré-datado; raspando seu cabelo que estava caindo; Jesse acabou descobrindo que Walter estava com câncer; foram outros momentos que não podemos deixar de mencionar desse episódio, que está facilmente entre os dez melhores episódios da série. É um dos episódios que representa Breaking Bad, que você pode tranquilamente apresentar pra qualquer pessoa para ilustrar o que é a série.